relogio
Domingo, 20 de Maio de 2012 - Ano Litúrgico B
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Homilias » Homilia - 3º Domingo Da Quaresma
1ª leitura Ex 17,3-7; 2ª leitura Rm 1,2.5-8; Evangelho Jo 4,5-42. A Igreja, seus pastores, ministros, missionários (as) precisam saciar a sede do povo sedento de paz, de justiça, de verdade, de amor, de alegria e de fraternidade. O tempo da Quaresma se faz oportunidade para revisar a vida e confirmar que Jesus é a água viva capaz de saciar a sede que todo ser humano carrega consigo. Nas constantes buscas de um sentido para a vida, Jesus aparece como caminho e resposta às questões existenciais. A primeira leitura nos mostra como Deus caminha com seu povo, onde Moisés é líder dessa gente, o qual enfrenta as dificuldades, com paciência e confiança filial em Deus. O povo quer voltar atrás(Egito), mas a fé e a providência divina não permitem que tal aconteça. Através da liderança e fidelidade de Moisés, a água, fonte de vida, brotou na rocha em favor da vida de seus filhos e filhas. O Evangelho deste 3º domingo da quaresma é uma das mais belas páginas da Sagrada Escritura. Jesus está fatigado e senta-se à beira do poço de Jacó enquanto seus discípulos vão à cidade com o objetivo de comprar alimentos. O poço é figura do culto e da Lei, cuja autoria era atribuída a Moisés. Jesus está em caminhada, chega ao poço à “sexta hora” = meio–dia. É a mesma hora de sua condenação à morte. Jesus ao sentar-se no poço, está nos revelando que Ele é o poço de água viva. Toma o lugar da Lei, do culto, do templo... A mulher representa o povo Samaritano com sua tradição religiosa. Jesus oferece à mulher o verdadeiro culto, que é Ele próprio. Quem inicia o diálogo é o próprio Jesus que pede água. A samaritana reconhece neste diálogo, Jesus como o Messias, fonte de onde jorra água viva para a vida eterna. Jesus propõe à mulher samaritana total mudança de mentalidade. Ele chama a Deus de Pai e como Pai não precisa de lugar para ser adorado, mas ambos os povos (Judeus e Samaritanos) poderão adorar a Deus em espírito e verdade. A mudança de mentalidade quer ser também uma nova relação com o próximo. Finalmente Jesus revela-se o Messias que está presente diante da Samaritana. A Samaritana, por sua vez, tornou-se logo discípula-missionária que mobiliza todo o povo daquela cidade, atraídos pelo testemunho dela, vão ao encontro de Jesus para ouvir a boa nova da salvação. Nesta quaresma o cristão também precisa mudar de mentalidade. Quando olhamos para a obra da criação, nos damos conta da destruição que foi acontecendo, ao longo dos tempos. O ser humano tem dificuldade de ver a mão de Deus em todos os seres criados. Por isso, destrói com facilidade. Que a Campanha da Fraternidade favoreça uma nova consciência. Pe. Irineu Roman - Pároco
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