Leituras: Dt 18,15-20; Sl 94 (95); 1Cor 7,32-35; Mc 1,21-28
Irmãos e Irmãs!
O evangelho narra o início da atividade de Jesus depois do chamado dos discípulos. O que nos chama atenção é a autoridade de Jesus. Jesus ensina e age com autoridade. No tempo de Jesus muitos profetas surgiam e desapareciam rapidamente. Jesus é mais do que um profeta. É o Filho de Deus. Nele toda esperança se realiza. Não existe mais a necessidade de aguardar a manifestação de Deus. Ele é o Deus feito humano. Suas palavras encantam; seus atos iluminam.
O ensinamento de Jesus é articulado pela sua ação. Os aspectos de seu ministério levam uma marca inconfundível: autoridade. Jesus possui autoridade e poder de quem, anunciando a chegada do reino de Deus, se torna realidade.
Situando-nos a partir da Palavra de Deus, a primeira leitura nos mostra que o profeta tem a missão de transmitir a palavra de Deus. Mostra assim o significado dos acontecimentos e das situações à luz do próprio divino. Busca animar a realidade pela força que provém dessa palavra.
Partindo do evangelho de hoje, entendemos que Jesus é o profeta enviado por Deus e por ele autorizado a falar em seu nome. Ele é o legítimo porta-voz de Deus. Jesus além de ensinar com autoridade e ter o reconhecimento de todos, age também em nome de Deus, como a cura do homem possuído por um espírito mau. O próprio espírito impuro reconhece Jesus como “o santo de Deus” que veio para destruí-los. A mensagem e a ação de Jesus é identificada por todos como um ensinamento novo. O ensinamento de Jesus liberta, cura, transforma, põe as pessoas no bom caminho. A presença, o ensino e ação de Jesus é a grande novidade.
A fé é fruto da escuta da palavra de Deus. Mas também os sacramentos são frutos da mesma palavra que alimenta a fé autêntica da comunidade cristã.
A Igreja hoje continua o anúncio da Palavra de Deus, mas deve se empenhar para que não seja um anúncio vazio, ou desautorizado. E o empenho deve também estar direcionado para a realização da cessação do mal: tudo o que fere a vida; os espíritos impuros de hoje: violência, fome, egoísmo e indiferença.
Quando nos reunimos em comunidade podemos demonstrar que esse mal está sendo banido pelo Evangelho de Jesus. A violência vencida pelo simples gesto de saudação da paz; a tristeza convertida em alegria pela confissão de fé; a falta de fé vencida pela reconciliação com Deus em nossas celebrações e encontros na comunidade.
Concluindo nossa reflexão podemos afirmar que: 1) Profeta é quem procura interpretar os planos de Deus, é o porta-voz de Deus; 2) Cada vocação assumida com seriedade e fidelidade tem seu valor; 3) Jesus ensina com autoridade; ele vive o que ensina.
Pe. Irineu Roman - Pároco